24 de agosto de 2016

NA MEMÓRIA DO RÁDIO - Aleijadinho: homenagem ao maior escultor do Brasil colonial

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Carregamento da Cruz  (escultura em madeira), Santuário de Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas-MG)


Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, nasceu em 29 de agosto de 1738 e morreu em 18 de novembro de 1814. Filho de uma escrava com um mestre de carpintaria, ainda criança aprendeu a esculpir e entalhar.

Especializou-se na escultura de imagens sacras e tornou-se, ainda, grande projetista de igrejas. Aleijadinho sofria de uma doença degenerativa, que lhe tirou parte do movimento das mãos e dos pés - daí o apelido. Mas a enfermidade não o impediu de continuar o trabalho e suas obras são vistas em várias cidades mineiras.

Na primeira metade do século XX, poetas modernistas redescobriram a obra e a história de vida de Aleijadinho e dedicaram vários textos a ele. Em julho desse ano, o programa Cultura é Você da Rádio Nacional de Brasília AM aproveitou o intercâmbio entre essas duas artes - escultura e poesia - para homenagear o maior escultor do Brasil colonial. 

Pouco se sabe com certeza sobre sua biografia, que permanece até hoje envolta em cerrado véu de lenda e controvérsia. A principal fonte documental sobre o Aleijadinho é uma nota biográfica escrita cerca de quarenta anos depois de sua morte.

A trajetória dele é reconstituída principalmente através das obras que deixou, embora mesmo neste âmbito sua contribuição seja controversa, já que a atribuição da autoria da maior parte das mais de quatrocentas criações que hoje existem associadas ao seu nome foi feita sem qualquer comprovação documental, baseando-se apenas em critérios de semelhança estilística com peças documentadas.
Acompanhe o  Na Memória do Rádio em homenagem ao escultor Aleijadinho

17 de agosto de 2016

NA MEMÓRIA DO RÁDIO – Juscelino Kubitschek: 40 anos de saudades do presidente Bossa Nova

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Presidente Juscelino Kubitschek

Juscelino Kubitschek de Oliveira faleceu aos 73 anos em um acidente de carro na rodovia Presidente Dutra em 22 de agosto de 1976.  Mas duas semanas antes uma noticia da sua morte correu o país.

Acompanhe a edição do Na Memória do Rádio em homenagem ao presidente 
Juscelino Kubitschek

Na época, levantou-se a suspeita de que a morte de Juscelino Kubitschek havia sido um atentado. Em 1996 o corpo de JK foi exumado, para se esclarecer a causa de sua morte, levantando-se novamente a polêmica sobre o caso. O laudo oficial da exumação novamente concluiu que foi apenas um acidente de trânsito, sendo tal laudo contestado pelo secretário particular de JK, Serafim Jardim, no livro "JK, onde está à verdade".

Em 2001, a Câmara dos Deputados instituiu uma Comissão Externa - requerida pelo marido da neta de JK, ex-deputado Paulo Octávio - para averiguar as suspeitas de assassinato do ex-presidente, mas novamente não foram encontrados resquícios de assassinato.

Em 2012, a Comissão Nacional da Verdade que analisa os crimes políticos ocorridos entre 1946 e 1988, decidiu analisar o inquérito sobre a morte de Juscelino.  Em 9 de dezembro de 2013, a Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog, da cidade de São Paulo, anunciou que o ex-presidente na realidade foi assassinado. Em 22 de abril de 2014, a Comissão Nacional da Verdade, concluiu que a morte de JK foi acidental.

Nesta edição do Na Memória do Rádio você ouve trechos da radionovela Brasília: o coração do Brasil levada ao ar em abril de 2010, pela Rádio Nacional de Brasília.

10 de agosto de 2016

NA MEMÓRIA DO RÁDIO - Gonçalves Dias: a trajetória do grande expoente do romantismo brasileiro

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Gonçalves Dias, poeta, autor do clássico indianista I-Juca-Pirama
Antônio Gonçalves Dias nasceu em 10 de agosto de 1823, no município de Caxias (Ma). Morreu aos 41 anos em um naufrágio do navio Ville Bologna, próximo à região do baixo de Atins, na baía de Cumã, município de Guimarães (Ma). Advogado de formação, é mais conhecido como poeta e etnógrafo, sendo relevante também para o teatro brasileiro, tendo escrito quatro peças. Teve também atuação importante como jornalista. Nesta área, encontra-se colaboração da sua autoria na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865). 

Um grande expoente do romantismo brasileiro e da tradição literária conhecida como "indianismo", é famoso por ter escrito o poema"Canção do Exílio" — um dos poemas mais conhecidos da literatura brasileira —, o poema épico "I-Juca-Pirama" e muitos outros poemas nacionalistas e patrióticos que viriam a dar-lhe o título de poeta nacional do Brasil. 

Juca-Pirama é um dos mais famosos poemas Indianistas do Romantismo Brasileiro. Considerado por muitos a obra-prima do poeta maranhense, o poema possui 484 versos. Em seus versos têm-se o relato da história de um guerreiro tupi sobrevivente e fugitivo da destruição, que cai aprisionado por uma tribo antropófaga dos Timbiras e que deve ser sacrificado conforme o rito. Antes dos sacrifícios o chefe Timbira propõe que àquele que vai ser morto deve cantar suas façanhas para que os bravos Timbiras tenham maior gosto em sacrificá-lo, pois as forças serão transferidas aos que o comem; e assim inicia o seu canto:

Meu canto de morte,
guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
nas selvas cresci,
Guerreiros, descendo
Da tribo Tupi.
A cena que se segue é um pedido de clemência em virtude de ser o último sobrevivente da sua tribo e ter ainda a responsabilidade de cuidar do velho pai, velho e cego. Depois do seu canto os Timbiras não querem mais sacrificá-lo e então o jovem parte triste com à recusa, e quando chega para junto do velho pai, este percebe que o filho está com cheiro da tinta com que este está ungido para efeitos de sacrifício.

Depois da descoberta, ambos travam uma conversa porque o velho pai interessado na bravura do filho quer saber como fugiu à massa. Quando descobre que o filho não terminou o ritual nem tampouco matou os seus agressores decide que devem voltar à tribo para que o ritual seja finalizado. Ao chegarem na tribo Timbira o velho Tupi descobre que o filho em verdade havia chorado em presença da morte e então o pai amaldiçoa o filho.

Tu choraste em presença da morte?
Na presença de estranhos choraste?
Não descende o covarde do forte:
Pois choraste, meu filho não és. (370-374).

O pai pragueja uma sequencia de desgraças para o filho, que manchara a honra e o nome na raça Tupi. O filho, não podendo suportar o ódio do pai, se enche de valentia e num súbito ato, declara ataque a toda a tribo Timbira. O cego reconhece o brado do filho, e ouvindo os barulhos da que se formou entendeu que o filho lutava com bravura. A confusão acabou quando o chefe Timbira gritou:
"— Basta, guerreiro ilustre! Assaz lutaste, 
 — E para o sacrifício é mister forças. — " (451-452).
Ouvindo isso, o velho Tupi caiu em choro copioso. Choro de alegria. O caso virou história contada nas noites por um velho Timbira.

Nesta edição do Na Memória do Rádio você ouve trechos do programa Prosa e Verso, da Rádio Senado FM, que em agosto de 2004 visitou a obra de Gonçalves Dias. 

Acompanhe edição do Na Memória do Rádio sobre o poeta indianista, Gonçalves Dias

3 de agosto de 2016

NA MEMÓRIA DO RÁDIO - Carmem Miranda: a despedida da explosão brasileira

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Carmem Miranda e sua beleza que encantaram o mundo inteiro (1940). Foto:WikiCommons.
Ela nasceu em Portugal e se tornou brasileira, se chamava Maria do Carmo, mas entrou para a história como Carmen Miranda. A Pequena Notável é a artista brasileira mais famosa no exterior até hoje. Carmen Miranda se inventou e criou um mito tão forte que se confunde com a própria identidade cultural do Brasil. 

Acompanhe a edição do Na Memória do Rádio em homenagem a Carmem Miranda. 

Nascida no dia 9 de fevereiro de 1909, em Marco de Canaveses, em Portugal, ela tinha pouco menos de um ano quando veio com a família para o Rio de Janeiro. No dia 5 de agosto de 1955 milhares de fãs choraram a morte da cantora Carmen Miranda. Ela morreu aos 46 anos, em sua casa em Los Angeles, nos EUA, vítima de um ataque cardíaco fulminante.

Nesta edição do Na Memória do Rádio vamos ouvir: o programete História Hoje, levado ao ar pela Rádio Nacional de Brasília em 05 de agosto de 2010, na passagem dos 55 anos da morte de Carmem Miranda, em Hollywood; edição extraordinária do Repórter Esso, de 6 de agosto de 1955, anunciando a morte da artista; Gravação de César Ladeira, na despedida de Carmem Miranda, pela Rádio Mayrink Veiga.

O corpo de Carmem Miranda só chegou no Brasil na manhã de 12 de agosto, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Na despedida, sessenta mil pessoas compareceram ao seu velório realizado no saguão da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O cortejo fúnebre até o Cemitério São João Batista foi acompanhado por cerca de meio milhão de pessoas que cantavam esporadicamente, em surdina, "Taí", um de seus maiores sucessos.

22 de julho de 2016

NA MEMÓRIA DO RÁDIO - Humor e música marcam a trajetória do inesquecível Mussum

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Além de humorista Mussum integrou o grupo musical Os Originais do Samba
No Na Memória do Rádio desta semana o destaque fica por conta da musicalidade e do humor de Mussum. No dia 29 de julho de 1994 morria, em São Paulo, Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum, integrante do quarteto Os Trapalhões. Ele morreu aos 53 anos, após complicações por conta de um transplante de coração.

Nascido em 7 de abril de 1941, no Rio de Janeiro, Mussum gravou quase 30 filmes com e também participou de várias atrações televisivas ao longo de sua carreira. Mas para quem conhece Mussum apenas como humorista, vale lembrar que ele começou a sua carreira na música. Ele fundou o grupo Os Sete Modernos, posteriormente chamado Os Originais do Samba.

O grupo “Os Originais do Samba”, caracterizado pelas roupas coloridas fez sucesso na TV nos anos 1970, incluindo apresentações em outros países.

A carreira de Mussum como humorista começou em 1965, no programa humorístico Bairro Feliz, da TV Globo. Neste show, conta-se que Grande Otelo teria dado o apelido de Mussum ao comediante, uma referência a um peixe escorregadio e liso, que consegue facilmente sair de situações embaraçosas.

Por conta dos compromissos com Os Trapalhões, Mussum deixou os Originais do Samba, mas não se afastou da indústria musical. Ele gravou discos com Os Trapalhões e um álbum solo dedicado ao samba. Mussum é considerado por alguns fãs como o mais engraçado de Os Trapalhões. Ele ficou conhecido por adicionar as terminações "is" ou "évis" em palavras como forévis e cacíldis, e também pelo seu "mé", gíria que usava para falar de cachaça.

Na década de 1980, Os Trabalhões, quarteto formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, também fizeram sucesso no programa humorístico Turma da Maré Mansa, levado ao ar pela Rádio Globo do Rio de Janeiro. Eles enlouqueciam a professora interpretada pela radioatriz Cordélia Santos, com as respostas que davam em sala de aula.

Acompanhe o Na Memória do Rádio em homenagem ao humorista Mussum.
 

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