13 de setembro de 2016

NA MEMÓRIA DO RÁDIO - Há 15 anos o rádio parava para noticiar o atentado ao World Trade Center e ao Pentágono

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Voo 175 da United Airlines colide com a Torre Sul do World Trade Center, na Ilha de Manhattan, em Nova York, com 51 passageiros, nove tripulantes e os cinco sequestradores a bordo.
O onze de setembro de 2001 se iniciou, antecedido por uma cortina musical tocada na velocidade da emergência que marca as edições extraordinárias no rádio. A notícia do atentado se espalhou por todo o país e as emissoras de rádio se mobilizaram na busca informação, às 9h55 a Rádio CBN dava seu primeiro plantão sobre o atentado em Nova Iorque.

As coberturas seguiram ao longo de todo o dia, a Rádio Jovem Pan AM fez rede com a Rádio Jovem Pan FM suspendendo toda programação e se dedicando os acontecimentos daquele dia trágico.

O programa Revista Brasil estava no ar pela Rádio Nacional de Brasília quando os atentados aconteceram, naquele momento teve início uma jornada de transmissão que durou todo o dia.

Nessa edição do Na Memória do Rádio você também confere como foi a cobertura do 11 de setembro de 2001 pela Rádio Gaúcha.

Na Memória do Rádio lembra a cobertura dos atentados de 11 de setembro pelo rádio brasileiro

7 de setembro de 2016

NA MEMÓRIA DO RÁDIO - Grito ‘Independência ou Morte’ marcou a independência do Brasil em 1822

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      Independência ou Morte, do pintor paraibano Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888).
A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política do nosso país. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Um dos exemplos mais conhecido é o do Tiradentes. Ele foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade do nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta ideia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. O então príncipe regente do Brasil, não acatou ordens das Cortes Portuguesas para que deixasse imediatamente o Brasil, por isso a data ficou conhecida como Dia do Fico.

Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembleia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.

Nessa época, o príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembleia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole

Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.

Apesar do seu valor histórico, a Independência do Brasil não provocou rupturas sociais no país. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.

Os áudios que ilustraram o Na Memória do Rádio dessa semana foram extraídos da radionovela 1808: surge um novo Brasil, produção veiculada pela Rádio Nacional da Amazônia em 2008, nas comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil.

Acompanhe a edição do Na Memória do Rádio em comemoração a Independência do Brasil

5 de setembro de 2016

RÁDIO MEC AM 80 ANOS: Recorde o programa O Nosso Domingo Musical do Projeto Minerva

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Paulo Tapajós chegou à Rádio MEC em 1973 e no mesmo ano começou a apresentar o programa O Nosso Domingo Musical 

Para comemorar os 80 anos da Rádio MEC,celebrado no dia 7 de setembro, o Na Trilha do Rádio destaca o programa O Nosso Domingo Musical levado ao ar entre 1973 e 1990. 
O programa O Nosso Domingo Musical entrou no ar no dia 7 de janeiro de 1973, às 10h, pela Rádio MEC AM, dentro do Projeto Minerva, do Serviço de Radiodifusão Educativa do MEC. De acordo com informações do jornal Correio da Manhã[1], a produção e apresentação do programa estava a cargo de Paulo Roberto, conhecido homem do rádio e da televisão.“Nosso Domingo Musical tem por objetivo demonstrar a influência do talento musical dos compositores brasileiros no ritmo que consagrou os grandes mestres da valsa na Europa, razão porque o programa inicial da série abordará o tema Valsa Através dos Tempos", dizia a publicação.

Em 1970 havia sido criado o Projeto Minerva, que para atender os objetivos do governo militar brasileiro, passou a usar o rádio e a televisão como veículo de educação.  No rádio, as aulas normais eram levadas ao ar de segunda à sexta-feira, às 8 da noite, e aos sábados, os alunos tinham a oportunidade de rever os conteúdos da semana. Aos domingos os programas eram essencialmente culturais. Transmitidos em rede nacional por várias emissoras, dentre elas a Rádio MEC, que foi parceira do projeto produzindo algumas series como O Nosso Domingo Musical.

Quando O Nosso Domingo Musical surgiu na Rádio MEC, o produtor e narrador Allan Lima já vinha realizando um trabalho no Conversa de Domingo. Com a contratação de uma equipe da qual faziam parte, além de Paulo Roberto, Floriano Faissal e Ghiaroni, o trabalho destinado aos que estavam se educando por meio do Projeto Minerva foi fortalecido, principalmente no que tangia a preservação do contexto cultural, por meio do resgate das canções populares e traições musicais.

Paulo Roberto, criador e apresentador de O Nosso Domingo Musical trazia em sua bagagem programas memoráveis, como Obrigado Doutor, Nada Além de Dois Minutos, Gente Que Brilha, Lyra do Xapotó e muitos outros. Mas passado pouco mais de um mês da estreia de O Nosso Domingo Musical, Paulo Roberto faleceu no Rio de Janeiro, em 13 de fevereiro de 1973.

Naquela época quem também havia chegado à emissora carioca era Paulo Tapajós, que em 1972 havia escrito o capítulo "Música popular brasileira", para o livro "Brasil, uma história dinâmica" (2º volume), considerado um dos cinco melhores livros didáticos pela Unesco. Com o falecimento de Paulo Roberto ele deu continuidade ao O Nosso Domingo Musical, ampliou a temática do programa e, ao longo de quase 20 anos, até sua morte em 1990, ele passeou por inúmeros aspectos da música e das tradições brasileira.

Na emissora, Paulo Tapajós também foi responsável pela produção dos programas Histórias de engambelar, "Coisas da província", "MPB ao cair da tarde", "Antologia do choro" e "O assunto é Noel". Ajudou a planejar e a instalar rádios em Curitiba, Londrina, Salvador, Ribeirão Preto e outras cidades.

Em 1975, auxiliou na criação da Associação Brasileira de Música Popular, assumindo o cargo de vice-presidente. No ano seguinte, assumiu o cargo de presidente, que exerceu durante seis anos. Ainda em 1976, atuou como cantor no programa "MPB - 100, ao vivo", também do Projeto Minerva, lançado em LP, produzido e dirigido por Ricardo Cravo Albin.

Em uma das edições do programa O Nosso Domingo Musical, em 1981, Paulo Tapajós levou ao ar a música de Goiás, uma visão da identidade cultural de um povo, cujas tradições musicais merecem um reconhecimento maior. A apresentação era divida com Sérgio Chapelin, que na época também integrava a equipe da Rádio MEC.

Acompanhe O Nosso Domingo Musical sobre as músicas do estado do Goiás (1981)

1 de setembro de 2016

Morre no Rio o radialista Cristiano Menezes, ex-diretor da Nacional

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Cristiano estava internado na Casa de Saúde São José para tratamento de um câncer no fígado, em consequência do qual veio a falecer. Foto: Acervo/MEC AM

Morreu na quinta-feira (1) no Rio, aos 67 anos, o radialista, jornalista, produtor e poeta Cristiano Ottoni de Menezes, que foi por dez anos, entre 2003 e 2013, diretor da Rádio Nacional do Rio de Janeiro e gerente regional das emissoras da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) na cidade. Ele estava internado na Casa de Saúde São José, no Humaitá, para tratamento de um câncer no fígado, em consequência do qual veio a falecer.

Nascido e criado em Botafogo, Cristiano estudou em dois colégios católicos tradicionais, o São Bento e o Santo Inácio, e cursou durante dois anos a Faculdade de Direito Cândido Mendes, mas não chegou a se formar. Antes de trabalhar em rádio, jornal e televisão, foi ator na peça A Dança da Lebre Celeste, dirigida por Mossa Ossa e encenada nos teatros Ipanema, no Rio, e Oficina, em São Paulo.

Como radialista e produtor trabalhou, na década de 1970, na Rádio Roquette Pinto, no Rio, onde criou e apresentou  o programa Panos e Molambos, voltado para a revelação de novos talentos na música, poesia, teatro e cinema. Mais tarde, mudou-se para Brasília, onde foi repórter da TV Tupi, do jornal Correio Braziliense e apresentador da TV Brasília, além de produtor e programador musical da Rádio Nacional FM. Nos anos 90, dirigiu a Rádio Cultura FM, emissora do governo do Distrito Federal.

De volta ao Rio, trabalhou em outras emissoras de rádio, antes de assumir a direção da Nacional, na época vinculada à extinta Radiobrás. No exercício do cargo, esteve à frente da reforma dos estúdios da emissora e da reabertura do antigo e tradicional auditório, ocorrida em 2004, com as presenças do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de dezenas de artistas dos anos dourados da emissora, como Marlene, Emilinha Borba e Cauby Peixoto.

Ainda na Nacional, criou e apresentou o programa Época de Ouro, realizado ao vivo no auditório, com os músicos do conjunto regional de choro fundado em 1964 por Jacob do Bandolim. Produtor e integrante do Época de Ouro, juntamente com seu pai, Jorginho do Pandeiro, da formação original do grupo, o percussionista Celsinho Silva ressaltou a importância de Cristiano para a revitalização da Nacional. “Ele trouxe de volta os programas ao vivo, com plateia, para a rádio”, disse.

Como poeta, Cristiano Menezes participou de dezenas de recitais, teve poemas publicados em suplementos literários e na antologia República dos Poetas (Editora Museu da República, 2005). Em 2014, lançou o livro de poesias Guardanapos (Editora 7Letras), com prefácio do poeta Xico Chaves.

O corpo de Cristiano Menezes será velado na manhã desta sexta-feira (2) na capela 4 do Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária do Rio, antes da cremação, às 14h30.

Ouça a poesia Calendas:ciclos femininos de Cristiano Menezes, levado ao ar em 2010 no programete Minuto Poético da coleção Sintonia Sesc / Senac.

Fonte: Agência Brasil/ Repórter Paulo Virgílio

31 de agosto de 2016

NA MEMÓRIA DO RÁDIO – Início das transmissões da Rádio Nacional da Amazônia completa 39 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia também é um importante canal de divulgação da música brasileira. Na foto, entre a dupla Chico Reis e Paraná estão os radialistas Luíza Inês (em pé); Márcia Ferreira e Maurício Fares (década de 1980). 
A Rádio Nacional da Amazônia iniciou as suas transmissões no dia 1º de setembro de 1977 com a intenção de levar à população amazônica o som de uma rádio genuinamente brasileira. Na época, apenas sinais de rádios de Cuba, União Soviética e de alguns outros países chegavam à região.

Para reverter esse cenário e impedir que a população continuasse ouvindo o som das rádios dos países comunistas, que fugiam à censura, o governo militar dentro da chamada Doutrina de Segurança Nacional decide criar um sistema de transmissão em ondas curtas direcionado a região amazônica, através da Rádio Nacional de Brasília.

Dessa inciativa nasceu o Núcleo de Programação para a Amazônia (Nupa) dirigido por Rita Furtado, que futuramente se tornaria deputada federal. A equipe composta por 30 pessoas ficou responsável pela elaboração de uma programação especial para Amazônia Legal que seria transmitida diariamente, das 16 às 21 horas.

Em 1º de setembro de 1977 após a solenidade de abertura da Semana da Pátria, o presidente Ernesto Geisel grava em seu gabinete, mensagem veiculada pela Rádio Nacional de Brasília marcando o início das transmissões em onda curta para Amazônia.

Na mensagem ele destaca algumas medidas que se sucederam desde o início da ditadura militar em 1964, com o objetivo de realizar uma maior vinculação da Região Amazônica com o restante do país e proporcionar condições para acelerar a participação dessa Região no desenvolvimento do Brasil. Na sequência fala do objetivo das transmissões.


Hoje um novo e importante projeto é inaugurado: a Radiobrás inicia sua transmissão para a Amazônia, através da onda curta da Rádio Nacional de Brasília. Esta realização do Ministério das Comunicações é mais um forte elo na união que tanto desejamos e, por isso, rejubilo-me por sua concretização.
A partir de agora, os compatriotas que aí habitam terão condições de ouvir, pelo rádio, a nossa língua, a nossa música, de estar em dia com o que acontece no país e, assim, de se sentirem mais próximos de seus irmãos brasileiros e mais integrados com os altos interesses e anseios nacionais.
Em tão relevante oportunidade que coincide com o início das comemorações da Semana da Pátria, saúdo a todos os brasileiros da Amazônia, reafirmando-lhes minha confiança no valor de nosso comum esforço presente e no porvir venturoso que conjuntamente estamos construindo (Ernesto Geisel, 01 de setembro 1977). 

Estava no ar à programação da Rádio Nacional de Brasília para Amazônia na freqüência de 11.780 KHz, com potência de 250 KW. A Radiobrás havia suspendido suas transmissões para o exterior e mudou a direção da antena para a região Norte. A primeira locutora a falar pela Rádio Nacional da Amazônia foi Marcia Ferreira na apresentação do programa Alfabeto Musical.

Entre os primeiros programas levado ao ar também estava o Viajando pelo Brasil, que transmitia informações sobre a economia, riquezas e história de regiões, estados e municípios. Em 1978, Márcia Ferreira apresentava o Cantigas de Toda Gente, que divulgava a música folclórica e regional com explicações do significado das canções, origem e importância cultural.

Acompanhe a edição do Na Memória do Rádio em homenagem aos 39 anos da Rádio Nacional da Amazônia


Entre os destaques desta edição do Na Memória do Rádio está a peça de radioteatro Vivendo o Sonho , levada ao ar pela Rádio Nacional da Amazônia, em 31 de agosto de 2013, nas comemorações dos 36 anos da emissora.
 

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